Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Até onde vai a nossa fantasia e tolerância?

 

 

Hoje, ao passar pelos destaques do SAPO, encontrei um post com um nome sugestivo: E você está contente com as suas maminhas?, no post discutia-se o facto de uma mulher ter decidido tirar uns dias para fazer um implante mamário e aumentar os seios, dei-me ao trabalho de ler as dezenas de comentários... é claro que há ideias para todos os gostos.

 

Chamou-me a atenção algo em especial, no meio dos muitos comentários, as mulheres dizem que o fariam porque gostam de se olhar ao espelho e ver algo agradável, as que nunca o fariam porque as pessoas devem sentir-se bem consigo mesmas, as que se tivessem dinheiro para tal o gastariam de uma forma mais adequada... há de tudo e para todos os gostos. A maioria passou ao lado de uma parte importante do post... então e se for o marido a pedir? quem se referiu a essa parte do post, disse que não o faria, se ele não gostasse, paciência, mas será assim tão simples?

 

O ser humano vive principalmente em função dos sentidos, o que observamos e sentimos é muito importante, estes dias discutíamos o facto de gostarmos ou não de pornografia e  da sua importância nas nossas fantasias.... mas o que acontece quando tentamos transportar para as nossas vidas os modelos de perfeição que encontramos nos filmes e nas fotografias? E se um dia nos pedirem para aumentar os seios, ou para colocar uma prótese para aumentar o tamanho do pénis?, ou para tomar viagra de modo a aumentar o nosso desempennho?... estamos dispostos a isso em prol de uma vida sexual mais preenchida? Até onde vai a nossa fantasia e tolerância? Estavamos dispostos a arriscar que fossem procurar esse ideal noutro lado?

 

Nai 

 

 

publicado por naiguata às 23:33
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Mulher enganada é fogo!

 

Fatal

Imagem retirada da internet

 

A maioria de nós já viu ou ouviu falar do filme Atracção Fatal, um filme em que é relatada a história de um caso extraconjugal em que claramente alguém perde o sentido da realidade e a coisa termina em tragédia.

 

Por estes dias alguém me fez chegar um fax que anda a circular por algumas empresas da zona do Porto e que começa assim:

 

"Caros senhores, apresento os feitos gloriosos e as palavras de um "omem" que não merece ter letra h nem pequena.

...

Reparem nos bonitos textos que me enviou, inclusivamente, o seu amor doentio por mim.

 

Que dignidade tem este "omem" que acabou por destruir a minha vida e mantém a dele como era antes de me conhecer e me amar" 

 

 

A carta, que vem identificada e assinada, refere as pretensas promessas de amor eterno que um senhor, também completamente identificado e "felizmente" casado… com outra, fez a esta senhora.


Anexos ao fax vem cópias de emails com poemas de amor e um texto em que o senhor explica os motivos porque a relação entre os dois tem que terminar.

 

Tirando o detalhe da cusquice, quando vi a carta e o email o primeiro que me veio à cabeça foi:

 

Mulher que se sente enganada é fodida.

 

Pensando melhor, como é que alguém é capaz de pegar numa carta destas em que está  escrito com todas as letras o seu nome e até o nome da empresa em que trabalha e envia para um grupo de pessoas? Até que ponto o amor e o desengano podem cegar as pessoas?

 

Voltando ao meu pensamento inicial, acho que já todos nós ouvimos casos destes ou parecidos, e por norma o protagonista é uma mulher, porque será que nunca ouvimos falar de casos destes em que o protagonista seja um homem? Porque será que o síndrome do engano é sempre visto e tem reacções mais fortes nas mulheres? O homem até pode ser visto como corno quando é vitima de relação extraconjugal pela queridíssima esposa, mas nunca ouvimos falar de um homem enganado numa situação destas.

 

Porque é que as enganadas são sempre as mulheres?, e porque é que uma mulher que se mete numa situação em que claramente é a outra, depois se sente enganada até ao ponto de fazer figuras tristes destas?  Somos assim tão diferentes os homens e as mulheres na forma como vemos as relações pessoais e sexuais?

 

Nai.

publicado por naiguata às 17:08
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Na variedade é que está o sabor?

Ele ou ela?

 

Nos meus tempos de aluno do IST, quando saia para os lados do Arco do Cego, lá estavam elas, de dia eram as senhoras dentro dos carros em paciente espera, no inicio da noite eram as miúdas com ar de ressaca que paravam na borda do passeio em espera que algum carro parasse a tempo da próxima dose. Por volta da meia noite chegavam elas, saltos de agulha, roupas justas que mais que esconder mostravam corpos torneados e pernas longas. De longe, e muitas vezes de perto, são o sonho da maioria dos homens, corpos jovens e esguios.

Um dia ia a passar e duas delas conversavam, acho que foi a primeira vez que reparei, aquela voz não condizia com aquele corpo, uma voz máscula num corpo feminino, fiquei chocado e de boca aberta. Um carro parou, um homem só, 1 minuto de conversa e ela/ele entrou, a outra esperou pelo carro seguinte, mais um minuto de conversa e lá foi. Carros de alta cilindrada que há prazeres só ao alcance de alguns

Se dermos uma volta pelas páginas de relatos que abundam pela internet, vemos que absolutamente todos os relatos de transexuais que encontramos envolvem relações com homens, muitos deles heterossexuais, alguns bissexuais, mas raramente gays.

Existe a ideia generalizada que quem procura os serviços dos transexuais são os gays, penso que é uma ideia errada, quem os procura são heterossexuais, muitos deles felizmente  casados, vão à procura de quê?

Vivemos numa sociedade de mentalidades cada vez mais abertas, cada vez mais queremos experimentar novas coisas, novas sensações, viver a vida. O desejo de experimentar leva-nos mais longe, mais alto, mais rápido, mas também nos leva a novas sensações, a novas drogas, ..e claro, a novas experiências sexuais. É por isso que elas/eles tem clientes, porque cada vez mais nos deixamos levar pela imaginação a nível sexual.. e a imaginação, é algo que não tem limites.... e dizem por aí, que na variedade é que está o sabor....será?

Nai.

publicado por naiguata às 23:57
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

SER A OUTRA

só


Ela é divorciada, na casa dos 30. Ele tem mais ou menos a mesma idade, é casado há anos e  relativamente feliz. Conheceram-se um dia por acaso, pouco a pouco foram partilhando  sentimentos, e por fim a intimidade tornou-se em partilha sexual e de afectos.

Ela preencheu a solidão da sua vida com a presença e o carinho que ele lhe dispensava, quando estava com ele sentia-se uma rainha. Nos momentos íntimos transformava-se num prodígio de erotismo e imaginação, e ele sentia-se realizado, tinha encontrado o complemento ideal para a sua vida de casado, com ela obtinha tudo aquilo que não era capaz de pedir em casa, porque com ela tudo era permitido, sem complexos nem tabus.

Gradualmente ela foi  sonhando ocupar mais espaço na vida dele, as conversas telefónicas que tanto a preenchiam passaram a deixar um vazio quando se despedia com aquele até amanhã, os cafés tomados à pressa no fim da tarde deixaram de ser uma agradável rotina quando o beijo fugaz da despedida lhe sabia a pouco, e ela ficava sozinha e a sentir-se culpada e vazia.

Tinham falado sobre isso logo que a intimidade se instalou, ele não queria que ela se sentisse a outra, mas ela apenas sabia que era a sua eleita. Mas isso fora no início, porque afinal ela era apenas a outra e era assim que se sentia. Sentia-se a outra cada vez que estava com ele e tocava o telemóvel,   ele atendia e falava com a mulher fazendo planos de jantares e de fins-de-semana de que ela nunca faria parte. Sentia-se a outra cada vez que se deitava sozinha na sua cama  e queria estar com ele, sentir o seu calor e aquele aconchego, que ele estaria a dar à mulher.

Ele nunca lhe prometeu nada, nunca disse que ia deixar a família, que aquilo era algo mais que uma relação sexual, sabe que ela está sempre pronta para ele, alguém que dá  colorido e picante à sua rotina mas que não passa disso, porque ele nunca vai deixar a  segurança da sua família, pôr em risco os privilégios de pai babado. Prescindir de  qualquer das mulheres da sua vida para quê, se pode ter ambas?

Agora ela está demasiado presa a ele e àquele sentimento, sente que o ama e que precisa dele, no íntimo tem esperança que ele se decida e que a escolha a ela, porque ela é melhor, mais quente, porque sempre que tem sexo com ele, ele lhe diz que ela é única e incrível. Mas será que ele diz o mesmo à mulher?...

Ela só sabe que agora tem finalmente alguém na sua vida, mesmo que seja em part-time. Mas no fundo, está presa porque tem medo da solidão e qualquer papel secundário lhe parece melhor que nenhum.

Conheço ambos os protagonistas desta história, assisto à carência e frustração dela e à satisfação dele, e abstenho-me de tomar partido.
 

Nai.

publicado por naiguata às 01:14
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