Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Viver na mentira!


Hoje, mais do que nunca, vivemos numa sociedade informada, a tão propalada sociedade da informação! Por isso, depreendemos que todos somos conhecedores de algo.
Nada melhor que esta introdução para esclarecer o que se passa ao nível do sexo. O quê? Sim... ouviram... sexo... conhecimento!
Aqui a porca parece torcer o rabo e vamos lá a ver porquê.
Do lado dos homens temos um conhecimento tão profundo do sexo, mas tão profundo, que eles se limitam à penetração!
No meio masculino fala-se muito de sexo, mas de uma maneira muito superficial e sempre nos mesmos moldes: «Meto-lhe aquilo, que ela vem-se logo!".
Geralmente nos diálogos nunca se abordam técnicas de excitar uma mulher. A maior parte dos homens não sabe que o orgasmo feminino demora mais a chegar do que o masculino. Não sabe a localização do clítoris, ou nem sabe da sua existência.
A maior parte das vezes vai logo ao pote de mel, à penetração propriamente dita, sem se alongar em preliminares: beijos, carícias, massagens e excitação do clítoris, ou, pelo menos, dos lábios vaginais! Resultado: a mulher não tem a vagina lubrificada e, como não está excitada como deve ser, vai demorar mais a chegar ao orgasmo, se chegar.
No meio masculino há vergonha em falar do acto todo, passando-se mais, uns aos outros, a ideia de que somos uns garanhões na cama.
Por outro lado, no lado feminino, temos uma noção de sexo algo deturpada! Pelo menos é assim que olho para quem parece ver o sexo como um acto de amor. Na verdade, as mulheres preferem o Amor ao Sexo.
Mentira? Vejamos os sites ou blogs de sexo femininos. Em todos eles, encontramos fantasias sexuais sempre mescladas de Amor. É vê-las a descrever o acto cheio de rosas, de colchas lindas, com flores pelo quarto todo, com o amante aos abraços e a fazer juras de amor!
Para elas, não interessa o sexo, mas antes encontrar o seu príncipe encantado, pois até se dão ao luxo de afirmar que, no sexo, não interessa o orgasmo, mas sim tudo o resto! Tudo o resto?!
Elas afirmam que os homens não conhecem o seu corpo e não sabem excitá-las, o que é verdade, mas também não sabem satisfazer os homens que se enfiam às catadupas debaixo das saias... das prostitutas!

Perceberam agora a introdução? Na nossa Sociedade de Informação, os intervenientes do acto sexual parecem não conhecer nada daquilo em que se vão meter. E querem culpar quem? Hoje em dia o que não falta é informação em anúncios televisivos, em programas informativos, de toda a forma e feitio. Na net, então, nem se fala, tal é a montanha de informação... fora a desinformação que teima em pairar.

O sexo só é tabu, hoje em dia, porque as pessoas têm medo de ser vistas como desconhecedoras da matéria. Homem nenhum gosta de dar uma queca e, chegando ao fim, ouvir: «Então? É só isto? Acabou?», nem mulher nenhuma gosta de se ver no papel de não saber o que segue depois de tirar a roupa.

Ler muito é o que vos indico. Aprendam, homens e mulheres, a satisfazer o parceiro. Saibam quais os pontos erógenos do outro, do que mais gosta.
Convém que homens e mulheres falem, nos seus grupos, sobre sexo, mas sem preconceitos, sem outros sentidos, sem querer praticá-lo... limitem-se a falar de sexo, para aprender. Depois... façam-no de todas as formas e feitios!
Para mim, que desde cedo me interessei pelo assunto, nada foi melhor que ler o livro: Um Estranho Numa Terra Estranha, de Robert A. Heinlein. Se não se trata de uma obra de sexo, o tema é abordado de forma soberba e creio que advém deste livro, lido em plena adolescência, a ideia de plenitude que o acto em si mesmo proporciona, plenitude essa que que deve ser merecida: os parceiros devem ligar-se intimamente, sem peconceitos, sem vergonhas, sem medos, isolados de tudo quanto se passa ali, naquele momento!

Sejam quem forem os parceiros: a senhora ou a putinha! Isso mesmo!

Esse efeito de intimidade que eu adoro no acto sexual, não aquele do Amor, é apenas de amor-instantâneo, de querer, de desejo imediato que vai desde o pré-acto ao momento pós-acto em que as abraço. Não é Amor, é amor e isso posso dar a quem quer que seja que se deite comigo! Como se indicava no livro, devemos praticar sexo como se mais ninguém existisse no mundo. Deve ser uma entrega total.

O que ganhamos? Algo mais do que o puro sexo. Ganhamos uma pessoa e as pessoas são boas na cama!

Agora... tentar isso sem conhecer técnicas sexuais... esqueçam!

Leiam... muito!
 
 

publicado por oamante às 13:37
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31 comentários:
De mr.heavy a 13 de Junho de 2008 às 17:37
belo texto....
De oamante a 16 de Junho de 2008 às 09:06
A ideia de Belo é algo muito subjectivo. Para todas as pessoas que consideram o sexo como tabu, este texto deveria ser excomungado!
Para outros... será uma acto de rebeldia.
E para alguns... será um pensamento a reter, trabalhar e... passar à acção!
De Inocêncio da Silva a 13 de Junho de 2008 às 19:34
Orientadores de conhecimento precisam-se.
Não existe requisitos mínimos para se poder candidatar a tal tarefa, nem os meios como o fazem são de relevo...desde que o façam!!!

Concordo na integra com o que falas...
Numa era em que a informação está á distancia de um dedo vejo-me espantado quando, num qualquer café de rua e na companhia de alguns amigos que partilham cama e mesa com as suas respectivas, constato que a ejaculação feminina é algo que desconhecem as suas pobres cabecinhas.

Dou por mim a dar uma "aula" de anatomofisiologia sexual a um bando de marmanjos, que amiúde vangloriam-se com mil e uma conquistas repletas de conversa, copos, trapaças e...sexo de qualidade duvidosa (conclusão minha).

Ao questionarem-me sobre a origem de tal conhecimento sobre a arte de bem agradar entre lençóis, dou a conhecer aos meus fraternos confrades que tenho cadeiras cientificas feitas que me dão bagagem para poder opinar seriamente sobre tão nobre assunto...mentira (ou parte ).

Efectivamente tenho algum conhecimento sobre a anatomia do vosso "tesouro dourado", mas a verdade é que a grande maioria desse tão precioso conhecimento vem de uma mente irrequieta, que ousou um dia questionar o socialmente estabelecido e procurou...na net , simplesmente!

Restou-me destilar todo o conteúdo de vários locais da virtual rede, e aliando este conhecimento a alguma imaginação, audácia e muita pratica consegui alguns resultados dignos de registo pessoal.

Lendo agora o que acabei de escrever, vejo o quanto simples é esta questão e concluo que só não "lá vai" quem não quer, ou quem puro e simplesmente tem medo...ou por puro egoísmo!
De oamante a 16 de Junho de 2008 às 08:38
É exactamente isso, caro Inocêncio da Silva, só não sabe... quem não quer, porque o conhecimento existe por aí.
E depois, essa questão da prática... tem de ser. É pela experimentação que aprendemos tudo, até no sexo!
E é bom haver gente assim predisposta a ensinar.
De sunshine a 13 de Junho de 2008 às 19:41
Como em tudo, a teoria é fundamental, mas não existe melhor escola que a vida real. Então o sucesso, creio está na conjugação das duas. Sempre gostei de literatura erótica e confesso que aprendi muito, ainda que na pratica , a teoria possa não se aplicar a todas as pessoas. Assim como as zonas erógenas variam de pessoa para pessoa. A literatura dá-nos o geral, daí devemos partir para o particular. Por muito que tenha lido, e li de facto, confesso que o que aprendi foi na prática . Concordo contigo, a informação é essencial, mas também é essencial, não só pelo conhecimento do outro, mas também de nós próprios, pois só assim poderemos ensinar ao outro o que nos dá prazer.
Quanto ao sexo, não tem que estar apenas associado ao Amor, pode estar associado apenas ao desejo físico intenso, aquela química que acontece entre dois seres, sem o desejo de qualquer compromisso baseado em amor. Meramente físico. Mas concordo que nós as mulheres, temos uma natureza mais romântica do que os homens.
De TheImpossiblePrince a 13 de Junho de 2008 às 22:28
Concordo perfeitamente com tudo. Sexo não é so chegar e já está, até mesmo fazer "amor" tem muito mais do que aquilo que todos nós sabemos na teoria.
De oamante a 16 de Junho de 2008 às 09:10
Claro. Só nos interessa chegar lá e aviar se pensarmos apenas em nós, sem nos interessarmos que o acto sexual pode dar-nos mais prazer se houver algo mais.
De oamante a 16 de Junho de 2008 às 08:46
Realmente de nada nos servem as toneladas de conhecimento geradas sobre o sexo se nós... não o praticarmos e experimentarmos no outro e em nós as técnicas aprendidas! Algumas das coisas que sei sobre pontos erógenos, sei-as por mim próprio! Já experimentaram tocar no vosso corpo, para verem quais as zonas mais sensíveis ao tacto? Não vos peço que se «introspeccionem», queria antes que se «extropspeccionem». Toquem-se todos, lol!
Quanto à diferenciação entre Amor e amor é a seguinte. O amor pede-nos apenas que naquele momento, olhemos o outro como o objecto de todo o nosso íntimo, aquele a quem devemos proporcionar o maior prazer possível. Não é necessário o «amo-te», mas sim fazer de tudo para que o parceiro perceba que só temos olhos e tudo o resto para ele. Isto cria uma empatia muito grande e auxilia muito a lubrificação e o orgasmo. Mesmo que seja um caso de «one night stand» devemos amar o parceiro. Não Amá-lo... isso fica para o príncipe e princesa.
De oamante a 16 de Junho de 2008 às 09:11
Este comentário era para a resposta da Sunshine!
Sei que me desculpas!
De oamante a 16 de Junho de 2008 às 10:18
Realmente de nada nos servem as toneladas de conhecimento geradas sobre o sexo se nós... não o praticarmos e experimentarmos no outro e em nós as técnicas aprendidas! Algumas das coisas que sei sobre pontos erógenos, sei-as por mim próprio! Já experimentaram tocar no vosso corpo, para verem quais as zonas mais sensíveis ao tacto? Não vos peço que se «introspeccionem», queria antes que se «extropspeccionem». Toquem-se todos, lol!
Quanto à diferenciação entre Amor e amor é a seguinte. O amor pede-nos apenas que naquele momento, olhemos o outro como o objecto de todo o nosso íntimo, aquele a quem devemos proporcionar o maior prazer possível. Não é necessário o «amo-te», mas sim fazer de tudo para que o parceiro perceba que só temos olhos e tudo o resto para ele. Isto cria uma empatia muito grande e auxilia muito a lubrificação e o orgasmo. Mesmo que seja um caso de «one night stand» devemos amar o parceiro. Não Amá-lo... isso fica para o príncipe e princesa.
De naiguata a 14 de Junho de 2008 às 15:13
Concordo com a ideia, mas não concordo com o titulo do Post . eu diria "Viver na ignorância "
Tinha eu 20 anos e dei por mim numa mesa de um bar rodeado de 5 ou 6 mulheres, entre os 18 e os 30, tínhamos ido a um jantar de qualquer coisa e no fim, já não me lembro como, mas a dado momento, estávamos a falar de anticonceptivos.. e dei por mim pasmado porque eu era de longe o mais informado.

Há temas na nossa sociedade que são tabu, já seja por motivos religiosos, morais ou culturais, e o sexo e tudo o que o envolve são o maior dos tabus. Crescemos e vivemos na ignorância , aprendemos da pior maneira, e chega a um momento em que damos por nós, adultos e a presumir que sabemos muito.. porque fica mal assumir a nossa ignorância .

Por vezes temos sorte, apanhamos alguém com a sabedoria e a paciência para nos guiar... mas nem sempre temos a humildade para aceitar a nossa ignorância.

Depois, somos uns adultos frustrados, que vivemos o sexo às escondidas, não é por acaso que basta colocar a tag sexo num blog, para multiplicar por 10 o numero de visitas diárias .. porque há muita gente a viver o sexo escrito, o sexo gráfico, o sexo dos outros.... não sei, é se mesmo assim, aprendemos algo.

Nai .
De oamante a 16 de Junho de 2008 às 08:54
Aprendemos sim, naiguata, pelo menos queria acreditar que sim!
O que eu disse acima sobre o Amor justifica porque razão as mulheres sabem pouco sobre o sexo, pois elas querem é um príncipe, não um gigolo!
Mas é realmente escandaloso que, hoje em dia, com tanta informação, inclusive na escola, os mais novos nem saibam muitos dos problemas do sexo. Querem apenas fazer, sem saber do que se trata.
Quanto à frustração... acontece quando as sociedades teimam em manter certos temas como tabus. Já pensaram que a mulher é o ser mais super-hiper-mega-inteligente do Universo? Pois... vive a vida na ignorância do sexo, porque é feio. Mas aprende tudo em 5 minutos: da cerimónia de casamento à lua-de-mel! É burrice da sociedade, não é? Depois espantam-se que os homens vão às meninas!
Os homens também têm de aprender mais uma coisita!
Afinal, ser ignorante significa apenas que temos espaço para aprender mais!
De Jorge Soares a 16 de Junho de 2008 às 11:18
Essa de que as mulheres sabem pouco sobre sexo.... eu se fosse mulher ia-te responder que tu tens conhecido as mulheres erradas. Não será que elas,... bom, pelo menos uma parte delas, mostram menos do que aquilo que realmente sabem?

Vivemos numa sociedade machista, em que uma mulher com ideias, gostos e peddidos na área sexual é tildada de megera.... se calhar muitas mulheres sabe muito bem o que quer, mas na hora da verdade cala-se.... ou estarei enganado?

E olha que há por aí muita senhora à procura de um gigolo... é que principes já elas tem.. e não lhes basta......

Jorge
De oamante a 17 de Junho de 2008 às 08:32
Realmente as mulheres mostram menos do que sabem porque há uns cabeçudos duns gajos que querem ver as mulheres todas de pernas abertas, mas depois só querem casar com uma virgem! Esses fulanos da trampa ainda se arvoram em grandes moralistas e chamam de putas aquelas que os serviram bem e lhes deram muito prazer! E as mulheres, algumas, ajudam. As mulheres são terríveis umas para as outras.
Eu? Bem... sempre disse que, para mim, contavam as mulheres que são boas na cama... mas não para dormir!
E sim, eu sei que elas têm príncipes... ainda bem!
De Fecho Aberto a 14 de Junho de 2008 às 18:45
Espectacular texto e muito oportuno
De oamante a 16 de Junho de 2008 às 09:03
Num programa antigo, da igreja, havia uma canção que dizia mais ou menos isto: «Vem, vamos brincar que quem sabe não espera, faz o momento acontecer» Era mais ou menos isto e dava no 70x7.
O meu texto só será oportuno se todos vocês o quiserem! Se fizerem por isso!
De Pandora a 15 de Junho de 2008 às 23:01
Deste-me a ideia para o meu próximo post!
Mas tens aqui verdades inquestionáveis, que deveriam ser pensadas seriamente por todos nós, que achamos que tudo isso são sempre defeitos dos outros...
De oamante a 16 de Junho de 2008 às 09:00
Obrigado, Orgásmica.
Realmente, acho que devemos mudar muita coisa na nossa maneira de ver o sexo se queremos evitar gente frustrada e casamentos desfeitos1 Embora tenhamos cuidado porque os casamentos não são apenas um tratado sexual, há muito mais para além disso.
Quanto às verdades inquestionáveis, aprendi com Camões que estamos num mundo em permanente mudança, o que a Ciência veio confirmar, pois a verdade, hoje, é aquilo que assumimos como tal neste momento. Amanhã, com novas descobertas pode ser outra.
É como o sexo: ao longo dos tempos este tema já foi glorificado e rebaixado, tantas vezes!
Tentemos nesta época tornar o sexo em algo de positivo.
Por isso e para isso... fico à espera do teu post.
De Fecho Aberto a 16 de Junho de 2008 às 17:43
Esta história está interligada à história de uma amiga minha, que partilhou comigo no meu blog, embora na idade da incência, não deixa de ser interessante como normalmente a mulher é mal tratada!

Extracto de Vida I

Estávamos os dois deitados, na minha cama, no meu quarto.
Era já habitual, quando ele ia lá a casa irmos para o meu quarto, ouvíamos música deitados lado a lado. Gostava de sentir o calor daquele corpo estranho, sentia um arrepio com a sua respiração a minha nuca.
O meu corpo sabia o que o meu cérebro nem adivinhava, que tudo aquilo fazia parte do processo natural de acasalamento de dois corpos fisicamente prontos.

Um dia, entre beijos e suspiros, senti algo quente e macio entre as minhas pernas, senti que esse algo forçava a sua entrada em mim, e pensei:

“ ….Aconteceu”.

Abri as pernas instintivamente, toda eu sabia como proceder, estava húmida de curiosidade e desejo de o sentir, e ele ao sentir o meu abandono, não hesitou um segundo……entrou em mim com toda a ânsia do seu desejo de adolescente.

Os seus movimentos tornaram-se mais frenéticos e, de repente parou, e o meu cérebro, distante e frio, analisou:

- “Tanto alarde por uma coisa tão pouca”

Eu tinha 14 anos e 1 semana, era uma senhora….ele tinha 16, a fazer 17 em Outubro, um homem.

“Deveria doer? “

Hoje sei que sou das felizardas a quem nem o corpo nem a mente espartilharam a vivência do sexo, mas na altura pensei ser diferente…….

”Então não há sangue?”
Alguns meses depois, numa tarde passada em sua casa, a meio de uma sessão de estudo, adivinho, mais do que sei, a sua vontade, levantei os olhos e vejo o seu olhar passeando em mim….sorri.

Foi quanto bastou para largar os livros e a sua mão pousar entre as minhas pernas. Desajeitado, tem movimentos já seguros de posse, mas trémulos de desejo, puxa-me para si, beija-me, sinto-lhe a língua exigente, dominadora, deixo a sua mão tocar-me, excita-me o seu desejo.

Agora já sei que o meu corpo pouco precisa de preliminares, já sei também que a parte de maior prazer é agora, antes de ele entrar dentro de mim….e acabar rapidamente.

Mas, desta vez, eu quero…….quero senti-lo dentro de mim, tenho pressa……quero sentir-me cheia por ele……já acabou? Mas eu quero mais, não deixo de saia de mim….insisto, ele queixa-se, eu não quero saber, “quero mais “ digo, “deixa-me descansar” responde-me, “não, quero mais, dá-me mais”, e de repente descubro onde está o meu poder……………

- ” Queres mais?” diz-me e sinto-o a crescer dentro de mim e, com uma cadência mais brutal a entrar e a sair, pela primeira vez gostei de fazer sexo.

Autora: O Silêncio
De oamante a 17 de Junho de 2008 às 08:45
É preciso alertar para uma coisa: nas primeiras vezes, nem o rapaz, nem a rapariga sabem bem do que se trata e estão muito ansiosos. Os rapazes encontram-se tão excitados que se vêm logo se a rapariga não souber travá-lo um pouco, ou se ele próprio não se souber conter.
Depois, como já disse, a maior parte dos homens só se interessa com o seu próprio prazer, o seu próprio orgasmo. Não é que lhes falte chá... falta mesmo é um pouco de kamasutra...
De Bombocaa a 17 de Junho de 2008 às 11:33
Parabéns...o texto está excelente...tem verdades que vão fazer mossa em alguns...e em algumas...apesar de n me rever na parte das meninas
:)
O livro...vou reler
:)
kissinho
De oamante a 17 de Junho de 2008 às 12:35
Ora, Bombocaa, esses recados... não eram para todas...
Quanto ao livro... realmente fez-me perceber melhor a revolução sexual dos 60's, que ainda parece uma miragem nos dias de hoje.
Mexeu comigo e, claro, com as mulheres que se me atravessarem... no caminho!
De someone a 17 de Junho de 2008 às 23:10
Olá. Li com atençao o post assim como os comentários. Vocês são fantásticos pelo modo como tratam o sexo. Eu não posso dizer que fale dessas coisas tão abertamente, porque tive uma educação bastante fechada. O que aprendi devo a um homem que me preparou para a vida.
Confesso que a primeira vez que senti o orgão masculino, com a mão, foi para mim algo muito confuso. Depois a boca a tocar, lamber....ainda mais.Mas nesse tempo tinha 20 aninhos. Fui-me habituando. Estava apaixonada. Ele era um homem sexualmente activo e que sabia como me ensinar. Garanto que a pouco e pouco, era eu que tomava a iniciativa. Loucuras boas, sentidas, amadas.
Mais tarde, separei-me. Vivi muito tempo sem sexo...bastante tempo.Só um motivo.Amava-o. Não queria outros homens na minha vida.
Anos depois, envolvi-me com alguém...casado.Foi uma decepção. Este homem apenas entrou em mim. Qual tocar, acariciar, envolver, beijar, entrar e sair???Não, somente entrar. Mas eu permiti que voltasse. Mas não gostei. E acabou.
Mais alguns anos passaram. Até que conheci alguém. Desejo, só desejo.Mas que homem! Que bem que ele "trabalhava" o meu corpo! E, apesar de mal o conhecer, hoje, ainda sinto aquelas mãos tocarem o meu corpo.Mas não pensem que não houve entrega e carícias da minha parte...Descobri-me! Senti que tinha perdido tanto tempo sem dar nada a ninguém.Que divinal foi esse momento...e repetiamos até à exaustão.
Sempre pensara que sexo sem amor não tinha sentido e não era bom.
Agora penso que, se se proporcionar, desde que não sejam casados, porque não? O corpo gosta, a mente agradece, e nós, bolas somos mulheres e merecemos que o homem nos dê tudo.
Gosto de sexo, não o pratico frequentemente.Ah! E quando me apetece, porque não tocar-me, sentir-me, desejar-me..e dormir um sono descansado, ou continuar a ler, a escrever a trabalhar? Sabe bem, muito bem.
Vou continuar a ler-vos. Quem sabe abra outro blog e comece a comunicar convosco??
Abraço
De oamante a 18 de Junho de 2008 às 08:27
Bom... que vida de descoberta a tua! Foi bom o primeiro Amor e deixou marcas, pelos vistos. Foi bom enquanto durou e parece-me que ainda hoje pensas nele. É ssim o Amor... eterno.
O casado? Bem... denota muita inexperiência, ou, antes, muito egoísmo, ao preocupar-se unicamente em aviar o desejo que havia nele.
Agora o homem do Desejo... esse... parece-me um pianista! Daqueles que não martelam as teclas do piano, antes faz as mãos deslizarem por elas, roçando levemente a pele ansiosa por tais carícias. Nas mãos dele... o piano entoa melodias, cresce.
Agora vejo porque razão dizias que conhecias alguém parecido! Outro pianista! Vejo que foste muito bem tratada... mas... acabou?
E sim, concordo plenamente... saber excita-se é o primeiro passo para sabermos excitar o outro.
Quanto ao blog... caramba Mulher! Pensei que já hoje podia começar a comentar! Lol.
Leva o tempo que te for conveniente... nós todos esperamos, porque os teus textos... são bem saborosos!
De CamaReira a 20 de Junho de 2008 às 18:52
Palavras para quê? Já disseste tudo. Adorei, mais uma vez. Vou ver se leio esse livro.
E sim! As mulheres também gostam de sexo por sexo. Mas a sociedade em que estamos inseridas por mais moderna e liberal e todas essas coisas que se dizem, ainda teimam em querer as mulheres, apenas quiram sexo com amor, apenas por prazer é impossivel. Para conhecimento, e eu n sou entendida em nada, temos que primeiro que tudo saber o nosso corpo, tocamo-nos e sentirmo-nos e depois podemos dar a outro corpo o prazer de o sentir.

Beijos

P.S

Esta audácia é mesmo muito boa. Não pares.
De oamante a 23 de Junho de 2008 às 09:55
Nunca poderei ter dito tudo quando o tema é sexo!
Quanto às mulheres, acho que está na hora de vocês se "espertarem", enfrentar as más-línguas de frente e vencer.
É claro que é mais fácil dizer do que fazer, mas acho chegado o tempo para isso.
Na década de 60, esperava-se que a mulher se soltasse das amarras sociais, como fez o homem, mas... pelos vistos não conseguiu. Por culpa do homem, mas muito por culpa própria.
«É a hora!» diria Fernando Pessoa e... eu também!

Quanto a... continuar... tudo na vida (nesta e na outra, a real) assenta na ausência e na presença. Por enquanto estou presente... nas duas.

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